sábado, 5 de maio de 2012

em breve

Em breve tentarei publicar a minha primeira viagem a Santiago realizada no ano 2000, no qual fiz o Caminho Português.

Pórtico da Glória



Os pórticos das entradas e abóbodas das naves eram pintados ou tinham esculturas, porque além da arte possuiam um fim didáctico e pedagógico de modo a transmitir os ensinamentos, neste caso, do cristianismo, tendo em conta a grande quantidade de população analfabeta. Neste sentido, além da magnifica obra da escultura romana, criada pelo Mestre Mateo, em 1188, o Portico da Gloria da Catedral de Santiago de Compostela é o ensinamento cristão do Antigo ao Novo Testamento. Pela primeira vez na Idade Media o autor criou figuras com expressões e animação, figuras que falam, cantam, sorriem e constituem uma atmosfera mística e religiosa. Breve explicação do Portico da Glória O arco central é uma representação da Cidade Celeste nos símbolos provenientes do Apocalipse de São João, no Livro IV de Esdras, e nos elementos apocalípticos contidos nos profetas Isaías, Ezequiel y Daniel. Em volta do Salvador vemos os quatro evangelistas em atitude de escrever o Evangelho, sobre cada um dos seus animais simbólicos: São Mateus, debaixo São Marcos, à esquerda São João e debaixo São Lucas. Coluna da esquerda figuras que representam personagens do Antigo Testamento: Moisés, com as Tábuas da Lei; Isaías; Daniel, sorridente como anunciador da vinda do Salvador… e Jeremias com seu rosto triste pelo sofrimento... Coluna da direita figuras dedicadas ao Novo Testamento aí encontramos São Pedro com as chaves na mão; São Paulo descalço; Santiago e São João, sobre uma águia… Coluna de Parteluz Vemos a estátua do Apóstolo Santiago, como patrono, acolhendo os peregrinos. A genealogia humana de Jesus, José a David, Salomão até à Mãe, e a geração eterna de Cristo, o Pai, que o acolhe, e o Espírito Santo. Atrás da coroa do apóstolo estão representadas as tentações de Cristo. Arco lateral esquerdo vemos representado um tema do Antigo Testamento: A expansão messiânica. Inspirado no livro IV de Esdras, (cap. 3,1-27). Deus o criador ao centro, Adão e Eva, Noé, Abraão, Isaac, Jacob, Moisés e o rei David... a representação das 10 tribos de Israel mais Judá (tribo de Cristo), Benjamim e o episodio da Babilónia. Arco lateral direito está representado o dia do Juízo Final.

o Botafumeiro

O Botafumeiro (incensário), é uma das curiosidades mais conhecida pelos peregrinos, é o elemento histórico e popular da Catedral de Santiago de Compostela. Acredita-se que o início da sua utilização, data dos séculos XIII e XIV. Poucas pessoas sabem que o gigantesco incensário que balança na nave durante as missas dos peregrinos e outros actos importantes, tem uma origem humilde e prática. Quando a peregrinação a Santiago converteu-se numa verdadeira rota e chegavam milhares de pessoas saturando a catedral, provocava no seu interior um desagradável odor motivado pelo cheiro das roupas dos peregrinos impregnadas de sua transpiração realizada durante a sua caminhada. Este grande incensário tornou-se também um símbolo sobre toda a purificação espiritual. Para ser movido, necessita de um grupo de oito homens conhecidos como “tiraboleiros” que se vestem de roxo e são treinados para efectuar o referido manuseio através cordas, o que vem a causar a admiração dos peregrinos que se encontram no interior da Catedral. A origem da palavra “tiraboleiro”, está vinculada ao latim “thuribulum” que significa “lançador de fumo” Segundo alguns historiadores, no século XVI o rei Luis XI da França presenteou a Catedral com um incensário construído em prata no estilo renascentista. Também nesse século, com a finalidade de facilitar a sua utilização, foi que se construiu sob a cúpula da igreja um mecanismo de polias desenhado por Juan Bautista Celma que permite o perfeito funcionamento do Botafumeiro. Uma vez o mesmo desgastado pelo seu uso, é recolhido ao museu catedralício. O mais antigo deles que se conserva, data de 1851 e o outro de 1971, presente da Irmandade de Alféreces Provisionales. O actual Botafumeiro tem 1,60 metros de altura e 80 quilos de peso, obra de José Losada é de latão prateado e foi construído em Santiago de Compostela em meados do século passado. Somente caiu quatro vezes sem nunca ter ocorrido nenhum acidente de ordem pessoal, temos informação que uma das quedas foi no ano de 1499, em presença de Doña Catalina, que ia a caminho da Inglaterra para casar-se com o Príncipe de Gales, também em 23 de Maio de 1622, é o que conseguimos encontrar com referencia a esses acontecimentos.

A Porta Santa

A Porta Santa está localizada na traseira da Catedral de Santiago, na Praça da Quintana, oposta à praça do Obradoiro e com as praças laterais de Praterias e da Azabacheria. A Porta Santa (actualmente é em bronze, antes era uma parede de pedras que era demolida em todos os anos santos) é a meta dos peregrinos que chegam a Santiago em busca do Jubileu. É aberta a 31 de Dezembro do ano anterior ao Ano Santo, aquele em que o dia 25 de Julho, dia de Santiago, coincide com o domingo. Foi construida em 1611 e aberta em 1666, sec XVII, sobre ela pode ver-se o Apostolo Santiago os seus discipulos Teodoro e Atanásio. Em ambos os lados da porta estão 24 estatuas (anciães do apocalipse). Obra romanica construida por Mestre Mateo. Também conhecida por “Portico do Perdão ou Porta dos vinte sete sabios.Por este pórtico temos acesso a um pequeno pátio e ao fundo está a Porta Santa, tapada por uma parede de pedras, cuja a dureza simboliza o esforço e a dureza dos caminhos peregrinos. Ritual da abertura da porta santa Na tarde de 31 de Dezembro do ano anterior ao ano santo há um ritual de abertura da Porta. Uma procissão religiosa com o Arcebispo e autoridades políticas, às vezes o Rei, chegam-se à Porta batem 3 vezes com um martelo de prata e pedem ao Apostolo permissão para entrar, perguntando: "Podem os pecadores entrar na Casa do Deus? Derrubando em seguida o muro de pedras. Há uma segunda porta na fachada Este da praça da Quintana que é a Porta Real, que é a entrada utlizada pelos Reis de Espanha á Catedral.

Catedral de Santiago

A catedral de Santiago de Compostela é um dos principais pólos da peregrinação católica e de outros viajantes. No sec. IX, o bispo Teodomiro de Iria Flavia identificou um pequeno templo romano com o sepulcro do Apóstolo São Tiago, em consequência desse descobrimento, o rei Alfonso II mandou erguer um templo em volta da referida construção pagã. No ano de 899, Afonso III mandou construir uma basílica sobre o templo erguido por seu antecessor. O aumento das peregrinações dá origem a uma nova construção iniciada no ano de 1075, no reinado de Alfonso VI, o templo que vemos hoje. De estilo românico com planta de cruz latina e três naves, (características das igrejas de peregrinação que apareceram no período das cruzadas) capelas laterais que se dispõem em ordem ao longo de todo o templo possuem um espaço com individualidade própria, da época românica conservam-se apenas algumas capelas do deambulatório. A fachada da Acibechería é neoclássica. A fachada das Praterias é românica. A Porta Santa é barroca (1611) com relatos biblicos. A fachada do Obradoiro é de estilo barroco, destacando-se as grandes janelas do corpo central, das maiores anteriores à Revolução Industrial. A catedral é declarada Monumento Histórico-Artístico em 1986. Para quem não tiver muito tempo e quiser ter uma visão geral do interior, o melhor ponto de observação é a partir da parte posterior do altar-mor, onde se encontra uma imagem de Santiago. A catedral de Santiago é importante pelo que mostra e pelo que esconde. planta da catedral de santiago